quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Tempo.


Depois de um tempo você aprende a sútil diferença entre segurar uma mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se e companhia não quer sempre dizer segurança. E você começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas, e você começa a aceitar suas derrotas com sua cabeça erguida e seus olhos adiante com a graça de mulher, não a tristeza de uma criança, e você aprende a construir todas as estradas hoje, porque o terreno é demasiado incerto para planos e futuros têm hábito de cair no meio do voo.

Depois de um tempo você aprende que até mesmo a luz do sol queima se você a tiver demais, então você planta seu prórpio jardim e enfeita sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que você realmente pode resistir, você é realmente forte, você realmente tem valor e você aprende com cada adeus, você aprende.

A dor que mais dói.


Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade de uma fruta que não se encontra mais. saudade do pai que já morreu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.


Mas a saudade mais dolorida é de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.


Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber mais se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros,se ele continua fumando Carltonm se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.


Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.


Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, saber.

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"Quem não compreende um olhar, tempouco compreenderá uma longa explicação."

quinta-feira, 5 de novembro de 2009


As vezes a dor se torna uma parte tão grande da sua vida que você acha que ela sempre estará ali, pois você não se lembra de nenhum momento de sua vida que ela não estava. Mas um dia, você sente outra coisa. Algo que parece errado somente porque é tão estranho e nesse momento você percebe que está feliz...

William Shakespeare escreveu: "Amor não é amor que se altera quando encontra alteração. Ou uma marca rígida, que aparece numa tempestade e nunca se abala. Amor não se transforma de hora em hora, mas surge mesmo à beira da morte."

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Grande amor.



Descubra alguém que saiba ouvir e compreender, alguém que ri com você, alguém que encoraje seus sonhos, mesmo os mais loucos.


Alguém que faça os dias normais parecerem extraordinários, alguém que levante seu astral quando você estiver para baixo.


Alguém que se importe e demonstre isso, de todas as formas e maneiras.

sábado, 17 de outubro de 2009



- Dizem que as melhores coisas da vida são de graça...

O amor é uma delas!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

George Eliott escreveu uma vez:
"Não há desespero tão absoluto como aquele que vem com os primeiros momentos de nossa primeira grande tristeza. Quando ainda não sabemos o que é ter sofrido e ter se curado. Ter se desesperado e recuperado a esperança."

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

“Há uma maré na história do homem. Deveríamos aceitar a enchente, ela leva à fortuna. Mas se omitida, a viagem das suas vidas percorrerá vales e misérias. Num mar tão cheio agora flutuamos. E devemos pegar a corrente quando ela nos servir. Ou perder as aventuras que estão por vir.”